Já assistimos: As Patricinhas de Beverly Hills (1995)


 
    Se você procura um filme engraçado e com piadas inteligentes, As Patricinhas de Beverly Hills, é o filme certo para você. 


** ANÁLISE COM SPOILERS **


    É a primeira vez que Petrus assistiu e eu estava reassistindo depois de muito tempo e aqui estamos com o nosso veredito para vocês. É fácil perceber o porquê esse filme é um clássico. Um elenco bem montado, diálogos bem escritos (uma salva de palmas para a Amy Heckerling, não só pela direção, mas também por escrever diálogos tão bons!) e uma trilha sonora que se encaixa nos momentos certos são pontos altos da produção. 

   As Patricinhas de Beverly Hills ou Clueless, no título original nos apresenta Cher, interpretada por Alicia Silverstone, uma adolescente rica, mimada, e também a aluna mais popular da sua escola. Ela passa a maior parte do tempo com sua melhor amiga, Dionne, interpretada por Stacey Dash, e quando Tai, vivida por Brittany Murphy, uma aluna nova do interior se transfere para sua turma, as duas decidem aumentar a popularidade da novata. Além disso, ao receber uma nota baixa de um professor, Cher banca o cupido ao juntá-lo com outra professora solitária, pois segundo ela "professores felizes são mais propensos a dar boas notas". Em casa, a tensão tem o nome de Josh, interpretado pelo Paul Rudd, um universitário que é visto como um filho pelo pai de Cher, vivido por Dan Hedaya. Menção honrosa ao Dan por dar vida a esse personagem de uma forma muito própria, é impossível não lembrar de uma das melhores frases do filme: "se algo acontecer com ela, eu tenho um revólver .45 e uma pá". 


    O desenvolvimento da trama traz uma sequência de eventos que faz com que Cher perca a confiança em si mesma: Tai se torna a garota mais popular e passa a se interessar por Josh (que até então era visto só como um cara implicante); suas tentativas de se tornar a namorada de Christian, interpretado por Justin Walker, fracassam; inclusive a tentativa de perder a virgindade com ele e a descoberta que, no final de tudo, ele é gay. Para lidar com tanta coisa ao mesmo tempo, Cher passa o dia no único lugar capaz de organizar seu pensamento: o shopping. E depois de um longo dia de compras, ela percebe que está apaixonada por Josh. 

    São nesses momentos de desenvolvimento das personagens que o filme revela uma faceta bem interessante (pelo menos para este casal que vos escreve): nem sempre a patricinha será malvada e nem sempre a menina do interior será a boazinha da história. Claro que Cher não decide ajudar Tai e unir o casal de professores por altruísmo, a intereferência na vida dessas pessoas é visto como um passatempo, mas no fim, ela é uma boa pessoa. Precisamos lembrar também que esse é um filme que aborda seu amadurecimento e que ela é apenas uma adolescente de 16 anos. 

    Mas como nem tudo é perfeito, achamos o final corrido. Fica a sensação de que se dedicassem mais minutos para finalizar todo o desenvolvimento dos personagens, o filme não teria sido concluído de uma forma apressada. Como vocês podem imaginar, Cher e Josh ficam juntos, o que é bem previsível (mas calma que nem sempre isso é algo ruim) e apesar dos "defeitos" acima, o filme consegue agradar quem assiste do começo ao fim. 



Plataforma onde assistimos: Netflix


Nota Cinema a Dois: Bom


Confira o trailer:





Por aqui o filme foi aprovado pelo casal! E aí, já assistiu a As Patricinhas de Beverly Hills? Comenta aqui embaixo a sua opinião!

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