Já Assistimos: Eu Não Sou um Serial Killer (2016)



    Enquanto precisa manter seus próprios demônios internos, vide suas tendências homicidas, na coleira, John começa a se envolver numa investigação a diversos assassinatos que estão ocorrendo em sua pacata cidade.



** ANÁLISE COM SPOILERS **


    Eu Não Sou um Serial Killer, ou I Am Not a Serial Killer no original, é um filme que Amanda e eu consideramos um achado dentro do catálogo da Netflix (que todos nós sabemos estar cheio de obras de qualidade duvidosa). Um drama com elementos de terror e ficção científica que te prende do início ao fim não é algo que encontra-se facilmente.

    Nessa história acompanhamos a rotina de John Cleaver, interpretado de forma magistral por Max Records, um adolescente no colegial que à primeira vista parece normal e comum e que lida com coisas que já vimos vários personagens em filmes adolescentes lidarem, como: membros da família ausentes, discussões em família, paixonites, escola, tendências homicidas... Opa, algo de errado nessa lista, não?

    Isso mesmo, John é um sociopata e um serial killer - termo em inglês designado a assassinos que matam várias vítimas normalmente com um método e razões próprios - em potencial segundo seu próprio psicólogo, que tenta fazer com que o garoto faça de tudo para evitar e controlar seus pensamentos homicidas.

    Enquanto passamos a conhecer mais sobre John e como são suas maneiras para conviver com tais peculiaridades, relatos começam a surgir nos noticiários sobre crimes brutais que estão ocorrendo, coisa que não é comum na pequena cidade onde moram os personagens (e que não é especificada no filme).

    E é aí onde entra o motivo que torna Cleaver um personagem tão interessante: ele se interessa pelos assassinatos e quer a todo custo descobrir quem é o responsável, ao ponto de arriscar sua própria vida, para que ele mesmo possa se distanciar ainda mais da chance de se tornar um matador no futuro. Isso é uma quebra de expectativa com tudo que vemos o filme construir logo nos primeiros minutos. De início o filme parece que vai contar a história de como John se tornará um serial killer, mas na realidade o filme é sobre como John não se torna um assassino em série. Nunca um título de uma obra cinematográfica foi tão sincero.


    Claro que isso tudo é algo inconsciente na cabeça do personagem e que você percebe prestando muita atenção nas entrelinhas do longa, mas é algo que vai ficando cada vez mais claro ao ponto que a trama avança e vemos que ele está colocando sua vida em risco para impedir mais mortes de acontecerem.

    O responsável pelos crimes não demora para ser revelado e Christopher Lloyd que interpreta o adorável vizinho velhinho de John, o senhor Crowley, está incrível e convence como idoso indefeso e como um ser sanguinário. Seus motivos para matar são repletos de camadas e isso é um ponto positivo no filme que não está tratando somente de um personagem que mata por prazer. Senhor Crowley mata por amor e medo. Ele é um personagem que no final do filme pode conseguir sua simpatia talvez.

    O fato dele ser um monstro, provavelmente um alienígena, que está trocando partes e órgãos do seu corpo para poder viver mais tempo e assim ser capaz de cuidar da sua esposa até o fim da vida dela é um motivo que o distancia de ser somente um... monstro (por mais contraditório que isso possa soar).

    Eu Não Sou um Serial Killer é um filme que guardarei como um dos melhores dramas que já vi na vida e um dos melhores suspenses lançados nos anos 2010.

 

Plataforma onde assistimos: Google Filmes


Nota Cinema a Dois: Muito Bom


Confira o trailer:





    Por aqui o filme foi aprovado pelo casal! E aí, já assistiu a Eu Não Sou um Serial Killer? Comenta aqui embaixo a sua opinião!

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