Já Assistimos: O Jardim dos Prazeres (1925)




    Uma dupla de dançarinas vivencia conflitos e mudanças nas suas carreiras e vidas amorosas.


** ANÁLISE COM SPOILERS **



    O Jardim dos Prazeres ou The Pleasure Garden, foi a estreia de Alfred Hitchock como diretor de cinema lá em 1925. E logo de cara somos apresentados à mente única desse cineasta. Em uma época muito diferente da nossa, ele ousa ao colocar na cena de abertura referências a temas como voyeurismo, criminalidade e sexo. 

    A trama segue a dançarina Patsy, interpretada por Virginia Valli, que acolhe em seu apartamento a ingênua Jill, interpretada por Carmelita Gerarthy. A primeira ajuda a moça inocente a conseguir um emprego de dançarina no mesmo teatro em que trabalha. Mas quando a carreira de Jill decola, ela retribui com ingratidão. Um exemplo disso, é quando Patsy recebe uma carta da "amiga" dizendo que "agora que é praticamente uma estrela, não seria apropriado ficar em uma residência barata" (sério, como não sentir raiva?). No campo amoroso, a nova megera não hesita em trair o noivo Hugh que está indo trabalhar em uma fábrica e ficaria longe dela durante dois anos. Já a outra, acaba se casando com Levett, um cara que conseguiu se entendiar na própria lua-de-mel e passa a maior do tempo longe da esposa em outro país e também a trai com uma garota nativa daquele local (outro babaca).


    É quando Levett escreve uma carta dizendo que não vai poder ir para casa pois está febril, Patsy resolve ir atrás do marido. Ela decide pedir dinheiro emprestado para Jill, que agora iria se casar com um príncipe, mas tudo que recebeu foi um: "sinto muito, estou gastando tudo no meu enxoval". Quando finalmente ela consegue ir ao encontro de Levett, graças aos donos do apartamento que ela aluga, o vemos um estado de embriaguez junto com a sua amante, e jura o deixar. Patsy acaba cuidando de Hugh (aliás, o pobre descobriu que estava sendo traído por uma notícia no jornal), que estava realmente doente e ambos acabam encontrando conforto um no outro. Levett se torna o primeiro assassino de Hitchcock, pois ele mata a amante afogada e enlouquece de culpa. Ele começa a ter visões da amante, o que o induz a tentar assassinar sua esposa com uma espada. 

    O desenvolvimento dos personagens e da história como um todo agradaram bastante. A mudança de Jill, a construção do casal Patsy e Hugh, e o desfecho com Levett se tornando um assassino; foram muito bem abordados. Além de prender o espectador na história, é visualmente ambicioso para a época. Por ser a primeira obra de Hitchcock conseguimos ver detalhes que o tornariam tão famoso no mundo do cinema: histórias por pontos de vista específicos, a temática da fé, pequenos momentos picantes. O filme não perde em nada por ser em preto e branco, e o fato de ser um filme mudo só mostra que grandes cineastas não precisam de muitas ferramentas para fazerem um bom trabalho. 



Plataforma onde assistimos: Youtube


Nota Cinema a Dois: Muito Bom


Confira o trailer:




        Por aqui o filme foi aprovado pelo casal! E aí, já assistiu a O Jardim dos Prazeres? Conta aqui embaixo a sua opinião! 

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