Já Assistimos: Audition (1999)



    Após realizar uma audição com pretexto de dar papel principal num filme para as mulheres que participarem, Aoyama se encanta com a beleza de Asami. O que parecia ser o início de uma linda história para ele se torna uma experiência de vida ou morte.

 

** ANÁLISE COM SPOILERS **


    Quando assistimos Audition, Amanda e eu já sabíamos de toda a reputação que o longa-metragem possuía. Um filme perturbador, adaptado de um livro escrito por Ryu Murakami, que é um clássico do terror japonês da década de 1990 muito bem dirigido pelo Takashi Miike. Nunca ouvi uma crítica negativa sequer a esta obra (em termos técnicos, já que muitas pessoas acusam o filme de ser misógino).

     Talvez o que faça algumas pessoas se “desapontarem” é com o gore presente, por conta dos efeitos práticos datados (aqueles que não fazem uso de recursos tecnológicos), e pelo fato das cenas com esse elemento só acontecerem nos últimos 15 minutos do filme. Pelo fato de Audition sempre estar presente em listas de “’Filmes Mais Perturbadores de Todos os Tempos” ficamos com a sensação de que é pouco o que vimos de perturbador no longa (porque somos agora uma geração mais acostumada com filmes ainda mais pesados).

    Mas isso acontece porque a maior parte do público vai ater-se somente à “perturbação física”, que seriam as cenas de desmembramento, tortura, etc, (coisa que o filme realmente não tem muito) e não prestarão tanta atenção em todos os momentos em que o longa aborda (através de devaneios e sonhos) outras coisas como: tortura infantil, abuso, insatisfação feminina perante o comportamento masculino que visa só o sexo como recompensa.


    Miike sabe bem o que está fazendo e como conduzir seu elenco. O uso de cores e planos em todas as cenas de pesadelos é simplesmente fantástico. Ryo Ishibashi está brilhante como Shigeharu Aoyama, o viúvo em busca de um novo amor, mas é com Eihi Shiina, que interpreta Asami Yamazaki – uma das mulheres que participa da audição feita por Shigeharu e seu amigo - que devemos prestar mais atenção. Sua performance é digna de vários prêmios. Ela consegue nos passar perfeitamente a impressão de que tem algo de “errado” com ela já nos primeiros minutos, mesmo que você não saiba o que seja. A sua atuação está imersa no sentimento de desconforto, algo que sentimos enquanto assistimos ao filme e que é exatamente o que o diretor quer passar. Esse sentimento incômodo que temos ao ver todas as interações de Yamazaki com o viúvo nos deixa ainda mais imersos na história e curiosos para o que vem a seguir e para sabermos qual é a verdadeira intenção da moça.

    Não temos muitas críticas negativas ao longa, que realmente faz jus ao ser chamado de um clássico do terror. Sua direção é impecável e não percebemos nenhuma atuação abaixo da média.


Plataforma onde assistimos: Google Filmes



Nota Cinema a Dois: Muito Bom

 

Confira o trailer:




    Por aqui gostamos bastante do longa. E aí, já assistiu a Audition? Comenta aqui embaixo a sua opinião!

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