Já Assistimos: Tubarão (1975)

 


   Quando um tubarão começa a atacar banhistas e criar caos em uma cidadezinha praiana, cabe ao chefe da polícia, um biólogo marinho e um velho marinheiro caçar o animal. 


** ANÁLISE COM SPOILERS **

    Tubarão, ou Jaws ("Mandíbulas" em tradução livre), no título original, é um filme de 1975 que se baseia no livro homônimo de Peter Benchley. A direção fica por conta de Steven Spielberg, que consegue fazer um excelente trabalho ao criar um clima de suspense que nos acompanha durante toda a trama, tornando-o um grande clássico do cinema (inclusive, este é o primeiro blockbuster - filme bem popular e bem sucedido financeiramente - da história).

    Não é simples dar a nossa opinião sobre a produção que inspirou todos os outros nomes no segmento "tubarão assassino", como Águas Rasas e Megatubarão, por exemplo. Principalmente para mim, Amanda, que amo filmes com essa temática. Até hoje Petrus me fala que isso é algo muito específico (eu tenho gostos peculiares, você não entenderia, caro leitor). Se o espectador tiver em mente que esse é uma produção dos anos 70 e que para a época todos aqueles efeitos práticos foram incríveis, será fácil entender o motivo da película ser uma grande referência. 

    A icônica cena de abertura traz uma garota no mar sendo arrastada aos gritos para o fundo. A trilha sonora composta por John Williams, tido como maior compositor de trilhas de todos os tempos, é excelente em todos os momentos (e não tinha como não ser já que Williams é o criador das músicas temas de Harry Potter, Star Wars, Jurassic Park, etc). Todas as evidências sobre a morte da menina apontam para um ataque de tubarão, mas o prefeito não quer assustar os turistas e ordena que Brody, interpretado por Roy Scheider, que é o chefe de polícia, mantenha a praia aberta (políticos fazendo merda, como sempre). 


   Depois de outras vítimas, uma reunião sobre o assunto 
acontece, mas é interrompida por Quint, vivido por Robert Shaw, um velho marinheiro que se oferece para caçar o animal, contanto que receba uma boa recompensa. Hooper, o biólogo marinho, vivido por Richard Dreyfuss, foi trazido como conselheiro para a situação. Brody acredita que as praias devem ser fechadas e o tubarão morto, e quando a notícia vai parar na TV, a cidade fica cheia de caçadores de recompensas. Cabe ao trio Brody, Hooper e Quint se lançar ao mar para matar o animal antes que outra tragédia aconteça. Aliás, os três atores têm uma atuação muito sólida, sendo bem convincentes diante do que seus personagens pedem.

    Spielberg decide não mostrar o tubarão logo de cara, e como resultado, ouvimos falar muito mais do que o vemos (ele só aparece depois da primeira hora). Para algumas pessoas, e Petrus compartilha a mesma opinião, isso pode tornar o filme parado. Para mim, funcionou bem. O diretor usa de estratégias para indicar que a criatura está sempre à espreita. Uma delas é a presença de objetos flutuantes no mar. Inclusive, esse artifício é utilizado na sequência final, onde tudo o que vemos são barris sendo arrastados pelo oceano, mas a ideia funciona tão bem, que é como se o tubarão estivesse lá o tempo todo. 

     Embora tenha sido lançado há mais de 40 anos, Tubarão se mantém como um dos maiores filmes do gênero e é considerado um dos melhores trabalhos de Steven Spielberg. 



Plataforma onde assistimos: Prime Video


Nota Cinema a Dois: Muito Bom.


Confira o trailer:





    Por aqui, o filme foi aprovado pelo casal! E aí, já assistiu a Tubarão? 
Comenta aqui embaixo a sua opinião!

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