Já Assistimos: Vivarium (2019)



    Um jovem casal pensa ter encontrado uma boa opção de moradia para seu futuro juntos, mas na verdade entraram em uma armadilha da qual será muito difícil de sair.

 

** ANÁLISE SEM SPOILERS **

 

    Vivarium é um filme de ficção científica lançado em 2019, dirigido por Lorcan Finnegan e roteirizado a partir de uma premissa criada por Finnegan e Garret Shanley.

    Nele acompanhamos a história de Gemma e Tom, interpretados por Imogen Poots e Jesse Eisenberg respectivamente. Eles são um jovem casal em busca de um novo lar para viverem juntos e que parece ter uma ótima química. Após uma visita a um corretor de imóveis (bastante esquisito e se você assistir ao filme até o final vai entender o porquê), eles são levados por Martin (o corretor) até uma vizinhança de casas completamente iguais desenvolvida por uma companhia chamada Yonder (palavra inglesa que poderia ser traduzida como “distância longínqua”).

    Não demora muito até que os dois comecem a estranhar como tudo na casa e na vizinhança parece perfeito demais, até mesmo artificial. Porém, antes mesmo que pudessem dizer algo, o agente imobiliário some e eles se encontram sozinhos. Após uma série de falhas ao tentarem irem embora (como todas as casas são iguais, eles acabavam andando em círculos, praticamente presos em um labirinto) eles decidem dormir por lá mesmo.

    Depois dessa decisão, que com certeza selou o destino deles, um emaranhado de bizarrices começa a acontecer e o desespero por não estarem conseguindo sair desse viveiro (local onde se colocam animais para se reproduzem e se conservarem) começa a separar os dois, a causar desunião.


    
Vivarium tem uma proposta interessante que zomba da ideia presente na mente de muitas pessoas a respeito de como viver num lindo subúrbio, numa casa perfeita e com tudo dentro dos conformes pode ser uma prisão, na realidade. A direção de arte, escolha de cores e utilização de pinturas para os cenários de uma forma que pareçam irreais propositalmente dão ao filme um ar de que se tornará um clássico
cult em um futuro próximo.

    Apesar de boas atuações e uma premissa interessante, o longa não me cativou e se tornou maçante após os primeiros 35 a 40 minutos. Amanda e eu, passamos a película inteira esperando um clímax, que o “lado esquisito” da narrativa aflorasse e que tivéssemos, não necessariamente uma explicação (a história por si só é bem simples), mas que fossem abordados mais elementos dentro da história que são jogados e não possuem a menor importância dentro de todo o contexto.

    Mais perto do final, nós temos um “protótipo” de clímax, mas nada que dure muito e menos de 5 minutos após isso já é o final do longa. Ou seja, assistimos ao longa-metragem e durante todo o momento temos a sensação de que faltava algo acontecer.

 

Plataforma onde assistimos: Google Filmes


Nota do Cinema a Dois: Mediano.

 

Confira o trailer:





    Por aqui achamos o longa um desperdício de uma ideia bastante curiosa! E você, já assistiu a Vivarium? Comenta aqui embaixo a sua opinião!

 

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