Já Assistimos: Lisbela e o Prisioneiro (2003)

 


    Lisbela é uma jovem que ama ir ao cinema. Leléu, é um malandro que vai de cidade em cidade, vendendo todo o tipo de coisa e fazendo diversas apresentações, tudo para conseguir dinheiro. Ela está de casamento marcado, e ele, está fugindo de um matador por ter se envolvido com a mulher dele. Mas quando os dois se encontram pela primeira vez, não há casamento e juramento de morte que os impedem de se apaixonarem à primeira vista. 


** ANÁLISE COM SPOILERS **


    Lisbela e o Prisioneiro, é um filme brasileiro de comédia romântica lançado em 2003. Dirigido por Guel Arraes, o longa é uma adaptação de uma peça de teatro de mesmo nome escrita por Osman Lins. Essa é a primeira produção do cineasta para o cinema, pois suas obras anteriores, O Auto da Compadecida e Caramuru - A Invenção do Brasil, são adaptações de minisséries exibidas pela Rede Globo.

    A trama nos apresenta Lisbela, personagem de Débora Falabella, uma mocinha sonhadora que tem como hobby ir ao cinema (e eu, Amanda, me identifico), e está de casamento marcado com Douglas, papel de Bruno Garcia. Também conhecemos Leléu, vivido por Selton Mello, um malandro bom de papo, que convence as pessoas a comprarem seus produtos falsos e atrai público para suas apresentações de rua. 
    
    Leléu se envolve com Inaura, personagem de Virginia Cavendish, e acaba sendo descoberto e jurado de morte pelo marido dela, o matador Frederico Evandro, interpretado por Marco Nanini, fazendo com que o malandro fuja da cidade. É por fugir que ele chega até a cidade de Lisbela, onde acabam se conhecendo num parque de diversões montado por Leléu. Ele que não sabia o que era amar até conhecer a mocinha e ela que achava que amava o noivo, se apaixonam imediatamente na primeira conversa.

    Toda a história se passa no interior de Pernambuco durante o século XX, estado natal do casal que escreve para vocês, e sempre que assistimos a esse longa, nos vem uma sensação de carinho por ser a nossa terrinha natal. Além disso, o enredo é repleto de elementos do cenário do Nordeste: a mocinha sonhadora, o heroi bom de papo, o marido matador e valentão, a esposa sedutora, o pai bravo, o pernambucano que imita o sotaque carioca, entre outros. 





    O casal principal sofre com a pressão familiar e também com seus próprios receios, uma vez que são de realidades diferentes. São várias as reviravoltas e plot twists que acontecem, de forma acertada, como por exemplo o fato de Leléu salvar a vida de Frederico Evandro de um boi bravo e os dois interagirem sem saber quem são na realidade. 

    Particularmente, eu sempre fico feliz de saber que o restante do Brasil tem a chance de conhecer um pouco mais da cultura nordestina, mesmo que o cenário mostrado já não conduza com a realidade há muito tempo. Tanto Petrus como eu temos muito orgulho de nossas origens e somos grandes apreciadores do nosso sotaque.

    Pensamos que Lisbela e o Prisioneiro representa bem o cinema popular brasileiro, por ser uma produção simples, onde nenhum ator fica com a responsabilidade de carregar o filme nas costas. As referências e as comparações com a fórmula dos filmes de romance utilizada nos cinemas se encaixa bem com a proposta do filme. 

    Temos certeza que esse é um longa onde o público vai dar boas risadas e provavelmente estarão encantados com a história após a cena final. Se você ainda não deu uma chance para essa obra, recomendamos fortemente que assista, pois para nós, Lisbela e o Prisioneiro se enquadra no melhor do cinema nacional. 

    E como diria a própria mocinha: "a graça não é saber o que acontece, mas como e quando acontece". 


Plataforma onde assistimos: Youtube


Nota Cinema a Dois: Excelente.


Confira o trailer: 


    
    Por aqui o filme foi bastante aprovado pelo casal! E você, já assistiu a Lisbela e o Prisioneiro? Conta para a gente o que você achou!

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