Já Assistimos: A Vida de Brian (1979)

 

      
    Após ser confundido por um messias, a vida de Brian, um homem judeu comum, se torna uma verdadeira aventura enquanto ele precisa fugir do império romano e dos seus "fiéis seguidores".


**ANÁLISE COM SPOILERS**


    A Vida de Brian, ou Monthy Python's Life of Brian no original em inglês, é um filme de comédia britânico, repleto de sátiras religiosas, lançado em 1979 e que foi dirigido por Terry Jones.

  Jones juntamente com o elenco principal do filme: Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle e Michael Palin era membro do fantástico grupo humorístico inglês Monthy Python, que fora dirigir e atuarem também assinam o roteiro do projeto.

  Os Phythons revolucionaram a comédia a partir do seu programa Monthy Python's Flying Circus (e com os filmes que eles lançaram após o fim do show, sendo A vida de Brian o primeiro deles) que foi ao ar entre 1969 e 1974, sendo transmitido pela BBC. Eles brincavam com os conceitos do humor e muitas vezes os subvertiam, quando por exemplo: 
     1 - Não executavam punch lines (a parte final da piada que explica o porquê de toda a situação/história contada ser engraçada). 
   2 - Terminavam a cena abruptamente ou com a introdução de algum personagem que nada tinha a ver com a esquete (nome dado para cenas, geralmente rápidas, de cunho humorístico). Um ótimo exemplo era The Colonel ("o coronel" em português), o personagem "anti-bobagens" que aparecia para avisar que a cena em questão estava ficando muito boba.
        3 - Começavam o programa com o chamado "cold open", que é um recurso narrativo em que você começa um programa ou filme indo direto para a história antes de apresentar o título e os créditos iniciais. Tinha vezes em que o cold open durava até a metade do show até os créditos começarem.
        4 - Usavam da animação stop-motion de Terry Gilliam. Um dos melhores exemplos disso é o Pé do Cupido, imagem retirada a partir do quadro Allegoria del trionfo di Venere (A Alegoria do Triunfo de Vênus em tradução livre) de Agnolo Bronzino, um pintor italiano da época do Renascimento.

          
(O Pé do Cúpido. Marca Registrada da animação                                              (Allegoria del Trionfo di Venere, 1540-1545)
em stop motion de Gilliam. O pé gigante em questão
pisaria em personagens, em cenas inteiras 
finalizando-as abruptamente e ate pisaria 
no título do programa ao final dos créditos iniciais.

    Em Life of Brian nos acompanhamos o personagem homônimo em sua jornada, não de amadurecimento ou de grandes feitos, mas sim de fugir dos romanos e das pessoas que o confundiram por um grande profeta. Durante todo o seu percalço, Brian vai conhecendo e interagindo com conhecidos e pessoas novas e isso dá tempo de tela o suficiente para todos os atores brilharem e arrancarem boas risadas nossas.

    O filme contem humor ácido (que o casal aqui, particularmente, adora) e várias críticas não só ao cristianismo em si, mas religiões de uma forma geral, o que pode incomodar os espectadores mais intolerantes, então deixamos aqui o aviso.

    Uma das coisas que Amanda e eu mais gostamos no longa-metragem é o fato de que os integrantes do Monty Python interpretam vários personagens na obra, o que dá um tom ainda maior de comicidade para toda a narrativa. Ver o John Cleese (meu integrante favorito do grupo) interpretando um pseudo-revolucionário que quer tirar o império romano do comando ao mesmo tempo em que ele também atua como um dos soldados mais próximos de Pôncio Pilatos (interpretado por Palin) é algo bem interessante e uma ótima sacada por parte dos Pythons.


    O final é um dos pontos altos do projeto onde vemos Brian sendo crucificado enquanto um dos dezenas de condenados à cruz (interpretado por Eric Idle) junto de nosso personagem principal começa a cantar a música Aways Look on the Bright Side of Life ("sempre olhe o lado bom da vida" em tradução livre), tema original composto para esta obra. Quando nos damos conta, estamos vendo vários homens crucificados cantando sobre positividade e otimismo e não acredito que há algo mais irônico do que isso, caros leitores.

    Para muitos críticos de cinema A Vida de Brian é considerado o melhor filme de comédia já feito. E devo dizer, caros leitores, quando você assiste se dando conta de toda a importância histórica deste projeto e do grupo que o realizou é difícil de discordar.

 

Plataforma onde assistimos: Netflix


Nota Cinema a Dois: Excelente


Confira o trailer:






    Por aqui o filme foi aprovado e arrancou várias risadas nossas. E aí, você já assistiu a A Vida de Brian? Comenta aqui embaixo a sua opinião?

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